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07/03/2018 - Milho

Alta no preço do milho é momentânea, diz analista de mercado


Indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que nos últimos 30 dias o preço do milho subiu 19%. Nesta segunda-feira, dia 5, a saca de 60 quilos chegou a ser negociada acima de R$ 40 em Campinas (SP).  

Para a analista de mercado Amaryllis Romano, a alta é momentânea. Segundo ela, a pressão em cima das cotações se deu em função de escalas de produção, particularmente da cadeira de proteína animal, e de cumprir compromissos de exportação. “Agora, quando a gente pensa em um quadro mais amplo, até a metade do ano ou um pouco mais para frente, não existe nenhuma pressão adicional sobre os preços porque o mercado está relativamente abastecido”, explica.

O aumento no valor das cotações também pode ser reflexo dos riscos climáticos, como a estiagem que atingiu várias regiões produtoras da Argentina, e o atraso no plantio da segunda safra brasileira. É nisso que o analista da Tendência Consultoria Felipe Novais acredita. “O que a gente entende é que essa preocupação tende a diminuir mesmo que se configure um quadro bem restrito da oferta argentina. No ambiente doméstico tem acontecido um pessimismo que, conforme a safra avança e o milho safrinha se desenvolve, tende a diminuir”, conta Novais.

A produção da segunda safra de milho brasileira está estimada em 63 milhões de toneladas. O volume é 6% menor em comparação com o ciclo anterior, mas ainda assim é considerado um bom resultado pelo setor.
Próximo trimestre 

“O mercado brasileiro está relativamente abastecido e o mercado mundial também está de certa forma bem abastecido. Mas, é fato que mudou a característica da produção brasileira, que passou a ser muito procurada pelo consumidor lá de fora. Temos que prestar atenção nessas conjunturas, porém ainda é cedo para dizer que vamos ter alguma pressão de preços no segundo semestre”, defende Romano.

Novais diz que os preços do grão podem passar por mais altas em meados de maio e junho, impulsionados principalmente pela desvalorização do real frente à moeda americana, devido ao calendário eleitoral. A taxa de câmbio é muito sensível às incertezas, aos riscos políticos. É um segundo motivo para o produtor aguardar um pouco. Em junho, após esse primeiro momento de estresse climático, fazer uma comercialização antes da safrinha”, esclarece o analista.


Por Henrique Bighetti
Fonte: Canal Rural




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