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02/04/2020 - Algodão

Algodão: NY lidera baixa entre commodities agrícolas e marca mínima em 12 anos. Preços cedem no BR também


Em uma dia de baixas generalizadas nas commodities nesta quarta-feira (1), os futuros do algodão negociados na Bolsa de Nova York lideraram as baixas entre as agrícolas e registram suas mínimas em 12 anos. A pressão maior vem dos desdobramentos da pandemia do coronavírus, que ameaçam o consumo com milhões de pessoas em isolamento social por todo o mundo. 

As perdas entre os contratos mais negociados foram de mais de 4% somente neste pregão - ou de 480 a 580 pontos - levando a libra-peso a menos de 50 cents de dólar nos primeiros contratos, como o o maio e o julho, e algo próximo disso nas demais posições. 

Segundo explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, o algodão é uma das commodities mais afetadas pela crise causada pela Covid-19, uma vez que é matéria-prima para itens que terão seu consumo bastante reduzido, principalmente em tempos de quarentenas gerais em todo o globo. 

"Os preços do algodão não estão refletindo seus fundamentos de oferta e demanda, mas estão atrelados à ideia de queda no consumo de vestuário e calçados", diz Vanin. "A pressão vem da queda das ações de consumo", completa. 

Segundo analistas internacionais, o mercado do algodão deverá sentir os efeitos também no longo prazo, já que as projeções indicam para uma recessão na economia global, podendo afetar toda a cadeia de consumo. A demanda mundial por algodão está em cerca de 118 milhões de fardos, uma baixa de 5 milhões de fardos em relação ao pico de 2017. 

MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, as cotações também recuam diante da preocupação da demanda. O indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou 2,38%, fechando a R$ 2,8414/lp na terça-feira, 31. No acumulado de março, a queda é de 2,88%. 

"Vale ressaltar que, com o fechamento de lojas físicas de produtos não essenciais em diversas cidades, incluindo os shoppings, as demandas por fios e pelo algodão diminuíram significativamente. Do lado comprador, as indústrias consultadas pelo Cepea, que ainda estão operando, trabalham com a matéria-prima estocada – muitas reduziram o ritmo de produção. A maioria dos agentes segue adiando o recebimento, solicitando aumento no prazo de pagamento, ou até mesmo, cancelando os pedidos", explicam os pesquisadores do Cepea.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas




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