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31/10/2018 - Milho

Além de gerar quatro produtos, produção de etanol de milho reduz a emissão de gás carbônico


Transformar o milho em combustível não proporciona apenas a produção de ao menos quatro produtos, como provoca baixo impacto ambiental. Abundante em Mato Grosso, com uma produção que varia hoje entre 25 milhões e 30 milhões de toneladas somente na 2ª safra, o cereal tem ganhado uma nova alternativa para consumo interno com a sua transformação em etanol, concentrado de proteína (DGG), óleo de milho e energia elétrica.

Hoje, no Brasil existem nove usinas de etanol de milho em operação no Brasil, sendo cinco localizadas em Mato Grosso, duas em Goiás, uma em São Paulo e outra no Paraná. Das usinas situadas em Mato Grosso apenas a FS Bionergia, em Lucas do Rio Verde, opera hoje com a produção de etanol 100% proveniente do milho.

Dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) revelam que a produção de etanol de milho no Brasil está estimada em 850 milhões de litros em 2018. Somando os projetos que estão em obras, incluindo uma nova unidade da FS Bioenergia em Sorriso e sua ampliação em Lucas do Rio Verde e a paraguaia Inpasa em Sinop, a projeção é que ocorra um volume adicional de 1,6 bilhão de litros do combustível no país.

A produção de etanol de milho é considerada uma nova opção de mercado para os produtores do cereal em Mato Grosso, pois além da agregação de valor, com a produção de subprodutos e geração de energia, causa baixo impacto ambiental.

"É um mercado novo, e é natural que surjam questionamentos. Temos vários empreendimentos em etapa de projeto ou em construção e a tendência é de expansão deste mercado. Por isso, essa aproximação com projetistas, analistas, governo e membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) é fundamental", pontua Ricardo Tomczyk, presidente da Unem.

Na última semana a Unem realizou o I Dia da Indústria de Etanol de Milho na planta industrial da FS Bioenergia em Lucas do Rio Verde.

De acordo com a superintendente de Infraestrutura, Mineração, Indústria e Serviços da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Márcia Cleia Vilela dos Santos, "Há impactos ambientais, mas as vantagens desse modelo de produção superam as desvantagens. Verificamos um menor uso de área plantada e uma redução significativa na emissão de gás carbônico. O setor tem recebido investimento maior em tecnologia de produção e os resultados são positivos".

O presidente da Unem, Ricardo Tomczyk, frisa que um dos impactos ambientais benéficos da industrialização do milho em Mato Grosso é a redução de caminhões nas rodovias. "Considerando os números deste ano, teremos 30 mil bitrens de 9 eixos a menos das rodovias".

Exemplo de sustentabilidade
Primeira usina a operar na produção de etanol utilizando somente milho, a FS Bioenergia é considerada por especialistas um exemplo de sustentabilidade. E obras de ampliação em Lucas do Rio Verde, seu principal diferencial, conforme Fernando Quilice Martinelli, coordenador de operações da indústria, é o aproveitamento total da matéria-prima.

Segundo a Unem, uma usina de etanol de milho tem potencial para ofertar mais três outros produtos: o concentrado de proteína comumente chamado de DDG, que é muito utilizado como alimento animal; o óleo de milho, que pode servir de matéria-prima para o biodiesel ou mesmo para consumo humano, se refinado; e a energia elétrica gerada pela queima das caldeiras, à base de biomassa.

Com uma produção entre 25 milhões e 30 milhões de toneladas de milho, Mato Grosso exporta cerca de 17 milhões. "Ainda temos muito potencial para crescer. Se neste ano processamos 1,5 milhão de toneladas de milho em Mato Grosso para produzir 650 milhões de litros de etanol, em 2028 nossa projeção é absorvermos pelo menos 10 milhões de toneladas de milho para gerarmos mais de 4 bilhões de litros de combustível", diz Tomczyk.

Por: Viviane Petroli
Fonte: Mato Grosso Agro/CanaOnline




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