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25/09/2019 - Outros

Agricultores constroem terraços para evitar a erosão


A adoção de práticas para o controle da erosão é o caminho para garantir a sustentabilidade e a produtividade da agricultura. Em Santa Catarina, a construção de terraços é uma tecnologia difundida entre os agricultores, principalmente no Oeste do Estado onde os terrenos são inclinados.

De acordo com a FAO- Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, 33% dos solos no mundo estão degradados, com perda de fertilidade, e por conta disso, menor produtividade. Um dos problemas mais sérios é a erosão hídrica. O excesso de água da chuva provoca deslizamentos de terra e leva embora a camada mais fértil do solo.

O pesquisador da Epagri Leandro do Prado Wildner, do Cepaf – Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar, diz que a erosão causada pelo impacto das gotas de chuva diretamente sobre o solo foi resolvida com a cobertura. “A palhada funciona como um isolante, mas quando a água começa a escoar a proteção pela cobertura não é eficiente”. Leandro explica que neste caso ocorre a erosão pela água de escoamento, abrindo sulcos no terreno. A única maneira de fazer o manejo é cortar o lançante em várias fatias, de modo que água da chuva não adquira volume e velocidade capazes de causar a erosão. Esta prática é denominada terraceamento.

Atentos ao problema, os agricultores investem na construção de terraços nas áreas agrícolas. É o caso da propriedade de Jaime Golin, no município de Caxambu do Sul, há 33 quilômetros da cidade de Chapecó. A propriedade é um exemplo bem-sucedido de manejo e conservação do solo e da água e é considerada uma Unidade de Referência Técnica. Jaime e o filho André não se descuidam quando se trata de preservar o patrimônio deles, afinal da terra sai todo o rendimento da família.

Os terraços construídos na propriedade são denominados de base larga. O extensionista rural da Epagri em Caxambu do Sul, Juliano Garcez conta que o método de construção utilizado na propriedade de Jaime é diferente dos métodos tradicionais. O projeto atual permite alocar os terraços de duas a três vezes a distância do que se utilizava no passado. “Isso traz vantagens para o agricultor pois diminui os custos e facilita o manejo da área, além de permitir o plantio também na superfície do terraço”.

Fonte: Agrolink




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