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08/07/2019 - Clima

Agricultores buscam alternativas para evitar prejuízos durante geadas na região de Ribeirão Preto


Preocupados com a queda repentina de temperatura nos últimos dias, agricultores da região de Ribeirão Preto (SP) buscam alternativas para evitar que a geada frequente nas madrugadas prejudique a produção de frutas, verduras e legumes.

Ontem (7/07), os termômetros chegaram a marcar 1,6ºC em Sertãozinho (SP) e 2,3ºC em Barretos (SP), segundo o Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro). O frio intenso até rompeu cabos de energia elétrica em Jaboticabal (SP) e Monte Alto (SP).

As hortaliças são as mais sensíveis à mudança climática. Produtor rural em Barrinha (SP), Carlos Suzuki diz que está monitorando os cinco hectares de plantação durante as madrugadas. Quando a temperatura cai muito, Suzuki aciona o sistema de irrigação.

“Quando a gente aplica água, a temperatura na irrigação é maior que a do ambiente. Então, estando a três, quatro graus, já acontece o fenômeno da geada. A água estando a oito, nove ou dez graus ajuda a não congelar as folhas, porque forma um vapor”, explica.

Suzuki afirma que os pés de couve são mais resistentes, mas só 35% da área total plantada na propriedade dele é desse tipo de hortaliça. Por isso, o agricultor tem passado os últimos dias atento à previsão do tempo e à possibilidade de geada.

“Eu vi por aplicativo do tempo e pela televisão. A gente acompanha sempre, porque depende do tempo diretamente. Tem que ficar atento ao clima. Sempre causa preocupação, porque a gente depende da lavoura para sobreviver”, diz.

Produtor de tomate orgânico em Ribeirão Preto, Paulo Henrique Vitor compartilha da mesma angústia de Suzuki, ainda mais porque a colheita do fruto está próxima: são cinco meses de trabalho árduo que podem ser perdidos em uma única noite.

“Produtor rural tem que estar sempre ligado na previsão do tempo e a gente busca não só uma fonte, mas duas ou três, para ter uma precisão melhor. A gente já está se prevenindo, porque ter uma estufa hoje em dia é muito caro”, afirma.

Entre as técnicas usadas por Vitor para impedir que a geada prejudique os tomates está o uso de aspersores para derreter o gelo sobre as folhas e a aplicação de potássio, que age dentro do fruto, salinizando a parte líquida e dificultando o congelamento.

“A gente estima colher três toneladas de tomates orgânicos. É a safra que está correndo agora na fazenda, na nossa área de cultivo. A única coisa que tenho plantada agora é tomate e preciso colher, senão não tenho outra fonte de renda”, diz.

Fonte: G1 Ribeirão Preto e Franca




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