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18/01/2019 - Outros

A dieta perfeita para salvar o planeta e a saúde do ser humano


Reduzir o consumo mundial de carnes vermelhas e açúcar; duplicar a ingestão de frutas, verduras e legumes; que o setor agrícola e pecuarista deixe de emitir dióxido de carbono e reduza drasticamente a poluição de nitrogênio e fósforo; limitar o uso da água e não aumentar mais o das terras; reduzir em 50% o desperdício alimentar... Estas são algumas das receitas necessárias para preservar a “saúde planetária”. Sob esse termo a revista científica The Lancet engloba a “saúde da civilização humana e o estado dos sistemas naturais dos quais ela depende”.

O planeta tem um problema: o insustentável modelo de consumo que o ser humano começou a desenvolver a partir da Segunda Guerra Mundial. “Necessita-se urgentemente de uma transformação radical do sistema alimentar global”, adverte um painel internacional de 37 especialistas de 16 países, agrupados na comissão EAT-Lancet, que durante três anos trabalhou para elaborar um modelo de dieta saudável para o ser humano e para o planeta, e cujas conclusões são agora divulgadas.

Johan Rockström, um dos coordenadores da comissão e membro do Instituto Potsdam para a Pesquisa da Mudança Climática, fala em nada menos que uma “nova revolução agrícola”. “A produção mundial de alimentos ameaça a estabilidade climática e a resiliência dos ecossistemas”, alerta a comissão EAT-Lancet. E se agora, com mais de sete bilhões de habitantes no planeta, já é necessário “urgentemente” promover uma transformação radical do sistema, mais urgente será essa tarefa com o aumento populacional projetado para as próximas décadas. O relatório volta sua mira para o ano 2050, quando se espera que a Terra chegue a 10 bilhões de habitantes. A boa notícia é que esses especialistas preveem que será possível alimentar todos esses indivíduos, mas que deve haver mudanças profundas na dieta e no modelo de produção para cumprir os objetivos do Acordo de Paris e de outros compromissos contra a mudança climática. Essas transformações na dieta poderiam evitar anualmente 11 milhões de mortes prematuras relacionadas com a alimentação.

Por Manuel Planelles e Laura Delle Femmine
Fonte: El Pais - reportagem completa: http://tempuri.org/tempuri.html




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